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Constelação: ativação da exposição “A máquina do mundo”

O grupo apresentará o trabalho “Constelação”, uma grande improvisação musical com dois instrumentistas e uma série de pequenas máquinas que produzem sons. Os músicos se utilizam de uma série de instrumentos musicais acústicos frequentemente transformados; e instrumentos eletrônicos. Sopros, cordas, percussão, sintetizadores e vários filtros eletrônicos de áudio. O trabalho se estabelece no limite entre o concerto e a instalação e por sua longa duração (aproximadamente 4 horas) pode ser visitado sem que haja um tempo de fruição determinado. Cada visitante escolhe o tempo que deseja permanecer no auditório.

Sobre as Máquinas Sonoras:
Alguns pequenos motores fazem com que pequenos objetos percutam e raspem folhas de metal e madeira produzindo uma gama de sons muito variados do ponto de vista do timbre, criando uma espécie de narrativa sonora. Para além de uma certa melodia de timbres (similar à Klangfarbenmelodie dos serialistas como Schoenberg, Webern, Berg e mais tarde de Stockhausen, Cage…), são construídas várias polirritmias cujos pulsos ou cadências têm características diferentes (pulsos, ritmos indeterminados, sons stacattos, sons um pouco mais contínuos).

Do ponto de vista visual a peça articula algumas informações fundamentais:
# movimento – tudo está girando, balançando, batendo
# pequenas esculturas – as estruturas que sustentam os motores as superfícies que produzem têm para além de sua função estrutural um jogo visual que lembra uma espécie de cidade futurista precária. Há algumas chapas de metal corroídas pela oxidação que fortalecem esta impressão.

Entre o motor e o pequeno objeto que raspa ou percute estão acopladas hastes de metal, e molas responsáveis, em função de sua flexibilidade, por uma aleatoriedade do movimento. Isto torna os ritmos e frases sempre únicos, e a repetição quando acontece, quase irreconhecível, sugere mais a variação do que a recorrência.

A indeterminação se torna o objeto do trabalho. A variação musical (rítmica e melódica) e as contínuas surpresas visuais que o movimento indeterminado produz nos aproxima da ideia de constelação. Tanto no seu aspecto de um conjunto de estruturas, como no sentido das ligações entre elas (como as linhas imaginárias que ligam as estrelas formando as figuras como capricórnio, touro…), e ainda no sentido de algo em contínua reconfiguração.

Serviço:
As sessões acontecerão nos dias 06/11, sábado e 07/11/2021 no auditório da Pinacoteca Luz. Cada dia terá duas sessões nos seguintes horários, 11h30 e 15h. Não é necessário retirada de ingressos antecipadamente.

Sobre O Grivo

Em fins de 1990 O Grivo realizou seu primeiro concerto em Belo Horizonte, iniciando suas pesquisas no campo da “Música Nova”. Interessado na ampliação do seu repertório de sons e na descoberta de maneiras diferentes de organizar suas improvisações, o grupo desenvolve sua linguagem musical. Em função da busca de “novos” sons, de outras possibilidades de orquestração, e de formas diferentes de montagem, O Grivo trabalha com “Mecanismos Sonoros” e “Fontes Sonoras” pouco usuais (eletrônicas e acústicas), além de instrumentos musicais tradicionais. A pesquisa tem como consequência um crescimento da importância das informações visuais em suas montagens à qual se soma um diálogo, também ininterrupto, com o cinema, vídeo, teatro e a dança. Nas montagens (instalações / concertos) o espaço de fronteira e interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar privilegiado que gera a tradução sonora e imagética para questões como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição, fragmentação, etc. A proposição de um estado de curiosidade e disposição contemplativa para a escuta, e a discussão das relações dos sons com o espaço são as questões sobre as quais se apóiam os trabalhos do grupo. O Grivo tem atuado em vários estados do Brasil e em outros países com Alemanha, França, Estados Unidos, Itália, Portugal, etc. Além disso suas obras fazem parte de coleções como Itaú Cultural (Brasil), Museu de Arte da Pampulha (Brasil), ICCO (Brasil) SFMoMA (EUA),dentre outras.