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A Gravura de Arthur Luiz Piza

07 nov 2015
14 mar 2016

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, recebe a partir do dia 07 de novembro a exposição A Gravura de Arthur Luiz Piza, um importante panorama da obra gráfica de um dos principais artistas contemporâneos brasileiros. A mostra, que acontece na Estação Pinacoteca, apresenta pela primeira vez um conjunto de gravuras editadas pelo artista paulistano e doadas à Pinacoteca.

Ao todo são 137 obras que mostram o percurso que Arthur Piza imprimiu à sua produção desde as suas experimentações realizadas em 1952, quando começou. Na primeira sala os visitantes encontram trabalhos que exploram o uso da água forte, da água tinta e a ação dos ácidos sobre a matriz de cobre, que trazem ainda figuração e algumas referências do surrealismo. Obras do período em Piza combinava linhas e formas abstratas também podem ser vistas neste espaço.

Na sequência, Piza redefine a sua produção e, na segunda sala, estão as peças deste período, que passam a contemplar formas geométricas reconhecíveis, fruto dos estímulos que os novos rumos da arte proporcionavam. “Aqui as imagens crescem em escala, muitas vezes ocupando toda a superfície do papel. A utilização de cores intensas e de texturas em relevo, minuciosamente gravadas, confere a gravura de Piza um vocabulário próprio e inconfundível, indicando também ao artista possibilidades para o seu trabalho de colagens, pintura, entalhe e escultura. O relevo vai marcar definitivamente o corpus de sua produção”, explica o curador Carlos Martins.

A mostra de Arthur Piza permanece em cartaz até 14 de março de 2016 no terceiro andar da Estação Pinacoteca, onde está localizado o Gabinete de Gravura Guita e José Mindlin – Largo General Osório, 66. A visitação é aberta de quarta a segunda das 10h às 17h30 – com permanência até às 18h – e o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

 

O ARTISTA

Nascido na cidade de São Paulo em 1928, Arthur Luiz Piza iniciou sua formação artística em 1943 com Antonio Gomide. Após participar da I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Piza se mudou para Paris e frequentou o ateliê de Johnny Friedlaender, com quem aprendeu as técnicas de gravura em metal. Dedicou-se depois à aquarela e à colagem. Realizou mostras individuais no Brasil e em vários outros países como Japão, Equador, França, Alemanha, Suíça, Suécia, Iugoslávia, Itália, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos.

Créditos