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A paisagem na arte: 1690-1998. Artistas britânicos na coleção da Tate

18 jul 2015
18 out 2015
A Pinacoteca do Estado de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, recebe a partir do dia 18 de julho A paisagem na arte: 1690-1998. Artistas britânicos na coleção da Tate, organizada pela Tate em associação com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. A chegada desta importante e especial exposição internacional celebra a parceria entre Tate e Pinacoteca, em ano de comemoração dos 110 anos deste que é o museu de arte mais antigo de São Paulo.
Com curadoria de Richard Humphreys, a mostra apresentará mais de 100 obras de grandes artistas topográficos e clássicos do século XVIII, dos românticos, pré-rafaelitas e dos impressionistas do século XIX até os pioneiros modernistas do século XX e contemporâneos das últimas décadas – uma visão fascinante do desenvolvimento histórico e cultural da Grã-Bretanha, no contexto das forças literárias, filosóficas, políticas e sociais que moldaram o crescimento do país ao longo de quase três séculos.
A exposição traça o notável desenvolvimento de uma das maiores contribuições da Grã-Bretanha para a arte europeia – a pintura de paisagem – a partir de um recorte sem paralelos de arte britânica da Tate. Entre os destaques estão obras de William Turner (1775-1851), John Constable (1776-1837), Ben Nicholson (1894-1982) e Richard Long (1945).
“Grande parte dos paisagistas britânicos influenciaram direta ou indiretamente a representação da paisagem de outros países, até aqueles mais distantes, como poderá ser observado pelo visitante ao percorrer o acervo permanente da Pinacoteca, no 2º andar do edifício da Luz“ diz Tadeu Chiarelli, Diretor Geral da Pinacoteca.
Um catálogo amplamente ilustrado da exposição incluirá ensaios sobre o contexto histórico e cultural da arte da paisagem, o desenvolvimento da pintura de paisagem e informações sobre as obras. A exposição, organizada pela Tate em associação com a Pinacoteca do Estado de São Paulo tem patrocínio da AMBEV, Brasilprev Seguros e Previdência S.A. e apoio do British Council e da campanha GREAT Britain. Por conta do patrocínio da Ambev, a entrada na Pinacoteca será gratuita durante os 3 meses da exposição!
A paisagem na arte: 1690-1998. Artistas britânicos na coleção da Tate estará dividida em nove partes:
Descobrindo a Grã-Bretanha
Nesta sessão, será possível observar o crescimento do interesse pela paisagem natural da Grã-Bretanha durante o século XVIII, em um momento em que o fascínio e o orgulho pelo país natal andavam de mãos dadas com o entusiasmo pelas descobertas de exploradores, naturalistas, comerciantes e imperialistas à medida que o Império Britânico se expandia pelo mundo. As Ilhas Britânicas eram “descobertas” da mesma maneira que as distantes terras exóticas.
Sonhos pastorais
O termo “pastoral” define uma gama complexa de formas artísticas e literárias que surgiram a partir do período clássico. Duas obras de Thomas Gainsborough (1727-1788) poderão ser vistas nesta sessão: em uma delas, um cavalheiro toca um instrumento em um mundo ideal, na outra, um paraíso completamente imaginário de pastores de vacas com seus satisfeitos rebanhos.
A visão clássica
Nesta sessão, será possível conferir obra de Joseph Mallord William Turner (1775-1851), talvez o maior paisagista britânico de todos os tempos, que também aplicava princípios clássicos tanto em cenas italianas quanto em panoramas nativos. Nesta época, as paisagens clássicas eram tão celebradas pela aristocracia britânica, que muitas propriedades foram reformadas com o objetivo de incorporar nelas as suas características visuais e arquitetônicas.
Romantismo
O romantismo compreende um vasto leque de formas culturais que surgiram em toda a Europa entre os anos 1770 e 1830. As grandes mudanças históricas do período, tais como a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e a ascensão do nacionalismo, constituem o contexto turbulento em que o romantismo se desenvolveu. As artes topográfica, clássica e pastoral influenciaram a pintura romântica inglesa, mas no começo do século XIX ela encontrou uma forma própria de expressão.
Fidelidade à natureza
As pinturas desta seção têm relação com a ideia de fidelidade à natureza e representam uma rejeição de muitos aspectos do romantismo. A prática de fazer desenhos de observação da natureza ao ar livre popularizou-se entre os artistas profissionais e amadores no final do século XVIII e foi um dos pilares daquilo que se tornou conhecido como “pitoresco”.
Impressionismo
O impressionismo foi um movimento radical da arte francesa nas décadas de 1860 e 1870. A arte experimental francesa do século XIX nasceu de um debate sobre o valor do esboço em relação à pintura terminada e acerca do poder das instituições acadêmicas sobre a formação artística e as exposições de arte. Desde o começo daquele século, muitos artistas franceses haviam admirado a pintura de paisagem britânica em razão de seu frescor antiacadêmico. Os vínculos entre a arte britânica e a francesa eram variados e complexos, e artistas de ambos os países cruzavam com frequência o Canal da Mancha.
Redescobrindo a Grã-Bretanha
No começo do século XX a pintura britânica englobava um leque diversificado de abordagens. O impressionismo, outrora ridicularizado, tornara-se um estilo estabelecido e dono de um mercado forte, enquanto outros artistas continuavam pintando nos estilos pré-rafaelita, simbolista e social-realista. Nesta sessão, será possível conferir John Dickson Innes (1887-1914) e seu o desejo de fazer experimentações mais radicais de forma e cor em suas paisagens.
Um novo romantismo
Muitos artistas neoromânticos foram empregados como artistas oficiais de guerra no front interno durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas pinturas de paisagem, figurando edifícios antigos e cidades arruinadas, eles criaram imagens que refletiam as emoções complexas que caracterizaram o período de guerra, como o terror, a euforia, a nostalgia e o escapismo.
Novas paisagens, velhas paisagens
O neoromantismo foi sucedido por uma retomada da arte realista no começo da década de 1950. Já em 1960, no entanto, os artistas britânicos haviam começado a responder à arte e à cultura norte-americanas. A arte conceitual britânica das décadas de 1960 e 1970 também se interessava pela “noção de lugar”. Richard Long (1945) é um dos artistas desta sessão, criando uma arte paisagística híbrida e poética a partir da associação de mapas, textos e fotografias.
Entre os artistas da exposição estão:
Século 18: Richard Wilson | George Stubbs | Thomas Gainsborough | Joseph Wright | Philip James de Loutherbourg | Francis Towne | John Mallord William Turner | Thomas Girtin.
Século 19: Joseph Mallord William Turner |  John Constable | John Sell Cotmann | Richard Parkes Bonington | John Martin | Samuel Palmer | Edwin Landseer | William Dyce | David Roberts |  John Everett Millais | William Holman Hunt | John Brett | James Abbott McNeill Whistler | John Singer Sargent.
Século 20: Walter Sickert | Stanley Spencer | Augustus John | Paul Nash | David Bomberg | CRW Nevinson | Ben Nicholson | Christopher Wood | Graham Sutherland | John Piper | Edward Burra | Eric Ravilious | LS Lowry | Peter Lanyon | Frank Auerbach | David Inshaw.
Créditos