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Alexandre Estrela ? um Homem entre quatro paredes

25 maio 2013
04 ago 2013
 A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição 1 Homem entre 4 paredes. Realizada especialmente para o Projeto Octógono Arte Contemporânea, a instalação é composta por um túnel de 22m que termina numa sala onde é projetada a imagem muito ampliada de uma tatuagem, composta por cinco pontos, ao mesmo tempo, em que é emitido um som cujo volume aumenta gradativamente de acordo com a intensificação da velocidade da projeção. A relação entre o espectador e o trabalho deixa de ser de observação e se torna uma intensa experiência física.

Alexandre Estrela (Lisboa, 1971), é considerado um dos principais artistas da nova geração portuguesa e esta é a primeira individual do artista no Brasil. Seu trabalho teve suas primeiras apresentações públicas no início da década de 90 em exposições coletivas, tais como Artstrike (1991), Independent Worm Saloon (1994) ou Wallmate (1995), entre muitas outras, que reuniram alguns dos mais significativos artistas de uma nova geração. Tomando como ponto de partida as práticas conceptuais dos anos 1970 e desenvolvendo-as num momento de radicais alterações tecnológicas, esta geração reconfigurou o objeto artístico e alterou radicalmente o horizonte da produção nacional. As suas obras produzidas dentro desse contexto tecnológico da informação promovem um contínuo deslocamento entre formas e categorias estéticas. Assim, os vídeos de Alexandre Estrela nos levam a questionar o sentido da visão e mesmo o nosso entendimento do que vemos. O artista mantem em Lisboa um importante espaço para exibição de filmes e vídeos experimentais, o Oporto, que aglutina toda uma geração interessada nas possibilidades tecnológicas da imagem.

Alexandre Estrela nasceu em Lisboa em 1971, onde vive e trabalha. Graduou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 1996, tendo completado seu Mestrado na School of Visual Arts em Nova York três anos depois. Algumas de suas exposições individuais foram Seeing Stereo in Mono no ISCP Open Studio, Nova York (2002) e Stargate no Museu do Chiado, Lisboa (2003). Participou de exposições coletivas como Squatters II no Witte de With, Rotterdam (2001); Expect the world, moi non plus na Parkhaus Gallery, Berlim (2003) e Clearly Invisible no Centre d’Art Santa Monica, Barcelona (2007). É, desde 2005, professor da cadeira de Audiovisuais na FBA-UL. Participou do programa de residência no International Studios and Curatorial Projects em Nova York (2002-2003). Obras de sua autoria integram as coleções do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e do Museu do Chiado, ambos em Lisboa.