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Arnaldo Battaglini: A Fronteira como Território

30 nov 2013
09 mar 2014

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta na Estação Pinacoteca a exposição Arnaldo Battaglini: A Fronteira como Território, composta por obras criadas nos últimos dois anos pelo artista paulistano Arnaldo Battaglini. A mostra, que segue em cartaz até 09 de março de 2014, reúne 12 esculturas lineares em ferro e dois adesivos aplicados diretamente sobre a parede.

Tendo a linha como elemento construtivo de pesquisa e de expressão visual, as obras de Battaglini refletem questões ligadas à representação espacial, às fronteiras entre e bi e tridimensional e à percepção visual das mesmas. A elegância das linhas e o jogo das sombras criam novos e inusitados desenhos de projeção. A projeção de sombras a partir das estruturas tridimensionais é um campo particular de pesquisa do artista, que persegue uma identidade visual ligada ao desenho e à gravura.
As esculturas apresentadas nesta exposição resumem-se a interpretações de cubos, onde densidades e escalas se alteram, e todo um universo de planos e sombreamentos se reveza, fluindo do campo físico, visual, para o campo mental, imaterial. Os adesivos que completam a mostra, estabelecem um diálogo entre as duas modalidades através da linha e questionam a ideia de representação vinculada à perscpectiva linear.

Arnaldo Battaglini viveu e estudou Artes Plásticas em Londres entre 1975 e 1979 e lá iniciou sua carreira, realizando sua primeira mostra individual de desenhos, pinturas e gravuras na Loggia Gallery, em 1978. De volta ao Brasil , passou a dedicar-se ao desenho e à gravura, atuando também como professor de desenho e gravura e criador de diversos projetos culturais entre 1984 e 1995. Conquistou prêmios nacionais importantes na área da gravura com destaque para o prêmio gravura no Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM SP em 1990 . A partir de 1988 passou a pesquisar a escultura valendo-se de construções lineares em metal no espaço, ora utilizando as paredes, ora o chão, como apoio.