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Coleção Domingos Giobbi ? arte, uma relação afetiva

14 ago 2010
05 dez 2010

A Fundação José e Paulina Nemirovsky, em parceria com Pinacoteca do Estado de São Paulo apresentam, na Estação Pinacoteca, a exposição Coleção Domingos Giobbi – arte, uma relação afetiva. A mostra apresenta 115 obras de arte sacra brasileira, com destaque para imagens religiosas, em barro cozido, feitas nos primeiros séculos da colonização, e também pinturas e desenhos de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, José Antonio da Silva, Lasar Segall, entre outros. Além disso, o visitante poderá conferir um conjunto de leões em cerâmica feito por Nuca de Tracunhaém (PE), um dos mais renomados artistas populares, na entrada da exposição.

Com curadoria de Maria Alice Milliet e projeto expográfico do arquiteto Pedro Mendes da Rocha e coordenação de Vera Nunes Santana, a seleção de obras da Coleção Domingos Giobbi traça um amplo panorama de sua atuação como colecionador, reconhecida como paradigmática no âmbito do colecionismo desenvolvido em São Paulo em meados do século XX. Segundo Domingos Giobbi, “Colecionar é uma paixão. A coleção nasce e vai crescendo com o passar do tempo. Gosta-se de uma peça, de um móvel, de um quadro, depois de outro e vai-se comprando dentro de um critério, mais ou menos, instintivo. Não há, de antemão, o propósito: ‘quero fazer uma coleção disso ou daquilo’”.

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Coleções Paulistanas
A exposição Coleção Domingos Giobbi – arte, como relação afetiva faz parte do Programa de Estudo e Divulgação de Coleções – denominado Coleções Paulistanas – que será desenvolvido em quatro módulos. Assim, a cada ano, uma coleção será enfocada, tendo em vista a importância do colecionismo privado em São Paulo e sua contribuição para a constituição de uma história da arte brasileira. A criação desse Programa atende à necessidade de se conhecer melhor o perfil dessas coleções, seu processo de formação e as relações estabelecidas pelos colecionadores com os artistas, a crítica e o mercado de arte. Serão privilegiadas as coleções constituídas predominantemente nas décadas de 1960 e 70, período em que se firmou o comércio de arte na capital paulista por meio de galerias, antiquários e leilões, e também se estreitou o relacionamento entre colecionadores, artistas, marchands e críticos, sob a égide dos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio, do MASP e das Bienais Internacionais de São Paulo. Ao concluir-se o Programa, as quatro coleções deverão fornecer um recorte significativo do colecionismo paulistano.