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Fato aberto: o desenho no acervo da Pinacoteca do Estado

05 dez 2013
23 mar 2014

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a exposição, Fato aberto: o desenho no acervo da Pinacoteca do Estado. O titulo da mostra foi inspirado em um texto de Mário de Andrade intitulado Do desenho. Segundo ele, o desenho é “uma transitoriedade e uma sabedoria” e que ele é “por natureza, um fato aberto.”
Composta por cerca de 140 obras, a mostra tem como objetivo apresentar ao público um grupo de desenhos do acervo da Pinacoteca, reunidos ao longo dos seus mais de 100 anos de história e raramente expostos. A exposição contará com obras sobre papel de mais de 60 artistas, o mais antigo, de autoria de Henry Chamberlain, data de 1820 e o mais recente, de Alex Cerveny, de 1991. Outros artistas da seleção incluem Wesley Duke Lee, Pedro Américo, Artur Barrio, Vicente do Rego Monteiro, Mira Schendel, Helio Oiticica, Victor Meirelles, Frans Krajcberg, Ivan Serpa, Flavio de Carvalho, Cildo Meireles e Benno Treidler.

Fato aberto: o desenho no acervo da Pinacoteca do Estado é apresentada em quatro eixos temáticos, distribuídos ao longo das salas de exposições temporárias do segundo andar do museu, que são: Mapear o mundo, o desenho como ponto de partido para a compreensão do mundo, a tentativa de entender o mundo a partir do traço sobre o papel; Corpo e personalidade, a intimidade possibilitada pelo meio do desenho para o espelhamento do corpo e da personalidade, retratos, tipos, sugestões do corpo; Os prazeres do ócio, os desenhos produzidos em momentos de ócio e/ou que reproduzem a sensação do ócio. O rabisco de artistas, e o desenho de telefone; e Convite ao raciocínio, o desenho como exercício mental e intelectual, produzindo/reproduzindo narrativas, significações, conceitos e modos de pensar.

A exposição contará com um catálogo editado em quatro volumes com capas dos artistas Rivane Neuenschwander, Jac Leirner, Tunga e Nicolás Robbio, assim como textos inéditos do escritor Bernardo Carvalho, da antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, do crítico Guy Brett e do psicanalista Tales Ab’Saber, além de textos do curador Giancarlo Hannud.

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