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Gravura e Modernidade

15 nov 2014
14 mar 2016

GRAVURA E MODERNIDADE

A gravura brasileira dos anos 1920 aos anos 1960 no acervo da Pinacoteca de São Paulo

A mostra traz a público um amplo panorama da produção de gravuras desses primeiros anos da modernidade no Brasil. Resultado de uma pesquisa que vem sendo realizada junto ao acervo da Pinacoteca de São Paulo, reúne 201 gravuras. O universo levantado propiciou uma seleção apresentada em critérios mais analógicos que cronológicos, abrangendo a produção dos anos 1920 até os anos 1960, quando os novos rumos do país, simbolizados pela inauguração de Brasília, e os múltiplos caminhos que a arte agora se propunha provocavam embates muito além daqueles entre figuração e abstração. É nossa intenção que esse grande painel da produção brasileira – com a abrangência que a coleção do museu permitiu – possa referenciar outros estudos e reflexões que venham estimular seu conhecimento e sua produção.

O modernismo dos anos 1920 e seus posteriores desdobramentos estimularam a produção de gravuras, que passa a ser uma prática corrente na arte brasileira. Gravar uma matriz, seja de madeira, metal ou pedra, e imprimir a imagem obtida tornou-se uma alternativa de linguagem que veio contribuir grandemente não só para a ampliação do repertório já existente, mas também para colaborar com a difusão das artes visuais. E isso se fez oportuno diante das profundas mudanças que passam a ocorrer no país, que se urbanizava com a crescente industrialização. A gravura como expressão artística está definitivamente atrelada à modernidade no Brasil.