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Ignasi Aballi – Teoria

27 nov 2010
27 fev 2011

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a instalação Teoria, de Ignacio Aballi (Espanha, Barcelona, 1958). A obra exibida é composta por nove vitrines; oito que rodeiam o perímetro do espaço, e são compostas por uma estrutura de metal que recebe uma cúpula de vidro onde será serigrafado nas suas quatro faces laterais uma série de textos reunidos pelo artista, que descrevem e apresentam as 8 cores (branco, preto, amarelo, roxo, vermelho, violeta, azul e verde). As cores serão aplicadas por meio de pigmento de cor em plataformas/placas que serão a base das vitrines. A última vitrine ocupará centro do espaço e no interior haverá pó (de cor cinza), em vez de pigmento de cor. Para a mostra o artista também desenvolveu o livro Sobre el Color. Tratado en blanco y negro para su uso y aplicación, uma espécie de manual de orientação para a experiência do espaço do trabalho no interior do museu, e uma forma de estímulo à memória e à reflexão sobre a pintura.

Segundo Ivo Mesquita, curador da mostra, “No trabalho de Ignasi Aballí é possível constatar uma contínua reflexão sobre os materiais e processos de criação artística, com especial incidência na pintura e na fotografia, que são protagonizados tanto como meios quanto como conceitos e paradigmas artísticos. Sua obra convoca questões relativas à simulação, à especificidade dos modos de representação, às convenções da ilusão material e aos aspectos do social, subjacentes a todo o processo produtivo. Há, também, uma significativa acuidade sobre a idéia do tempo como agente construtor da materialidade do discurso artístico”.
Sobre Ignasi Aballí

Ignasi Aballí nasceu em Barcelona em 1958, onde vive e trabalha. Em 1981 formou-se em
Belas Artes pela Universidade de Barcelona.. É considerado um dos mais destacados artistas espanhóis contemporâneos, tendo nos últimos anos realizado importantes mostras individuais como posible/probable – Galería Elba Benítez, Madrid (2009); Tempo Morto – Galeria Pedro Oliveira, Porto (2008); 0-24 h – Fundação de Serralves, Porto (2006), Un año – Galería Elba Benítez, Madrid (2005); 0-24 h – MACBA. Barcelona (2005), Ikon Gallery, Birmingham. Nada-para-ver – Museo de Bellas Artes de Santander, Santander (2004); Desapariciones – Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia. Madrid (2002). Em 2007 participou também na 52ª Bienal de Veneza.