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(IMAGEM) GRÁFICA

19 out 2013
21 jun 2015

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a exposição (IMAGEM) GRÁFICA, com cerca de 140 obras realizadas nas mais diferentes técnicas, para os mais diversos fins entre os anos 1647 e 2006. Estarão à mostra, de ilustrações de livros e revistas a poster psicodélico, de papel moeda e selos postais a calendários, assim como obras de artistas como Jean-Baptiste Debret, Thomas Ender, Johann Moritz Rugendas, Beatriz Milhazes, Carmela Gross, Cildo Meireles, Fayga Ostrower, León Ferrari, Lívio Abramo, Regina Silveira e muitos outros.

Gravura, estampa, imagem impressa, imagem gráfica – convivemos com milhares e milhares de imagens que, multiplicadas pelos mais diversos processos de impressão, inundam nosso cotidiano e nossa imaginação. (IMAGEM) GRÁFICA é a primeira de uma série de exposições que a Pinacoteca de São Paulo realizará apresentando ao visitante diferentes percursos que possam contribuir para um maior conhecimento dessa imensa diversidade que é o universo da imagem impressa – sua história, suas peculiaridades e suas possibilidades. A mostra apresenta uma seleção de gravuras realizadas nas mais diferentes técnicas, para os mais diversos fins e ao longo dos últimos 500 anos, desde quando, com a disseminação do fabrico do papel no mundo ocidental, a impressão foi utilizada para a reprodução de imagens e textos – uma das conquistas fundamentais da Era Moderna.

Com Gutenberg (1398-1468), os livros manuscritos, muitas vezes ilustrados por preciosas iluminuras, deixaram de ser privilégio de poucos. Surgem as primeiras publicações, com a utilização de tipos móvel. A prensa utilizada, o prelo, possibilita também a impressão em larga escala de blocos de madeira – as xilogravuras -, para a produção de cartas de baralho, santos de devoção e, agora, livros ilustrados. Em uma Europa pouco alfabetizada, as imagens nas igrejas e das grandes catedrais – pinturas e esculturas, mosaicos e vitrais -, levavam ao povo doutrina e ensinamento. Impressas sobre papel, a imagem gráfica tem o poder de alcance muito maior e muito mais diversificado.
Xilogravuras e gravuras em metal, em suas mais diferentes técnicas, são os grandes provedores de imagens impressas durante três longos séculos, até que a litografia foi inventada, em 1796. Pela facilidade e rapidez de sua execução, o baixo custo e a possibilidade de grandes edições, esse processo veio estabelecer novos paradigmas e uma revolução na comunicação pela imagem. Com a fotografia, a partir de meados do século 19, incontáveis processos fotomecânicos de impressão são desenvolvidos e aprimorados. Mais recentemente, a tecnologia digital vem propiciar procedimentos inovadores, recursos cada vez mais sofisticados para a obtenção de imagens gráficas. Todas essas conquistas técnicas e de tecnologias visando a multiplicação da imagem foram utilizadas também e, desde sempre, por artistas que se viram atraídos pelo surpreendente potencial formal e poético desses recursos.

(IMAGEM) GRÁFICA apresenta, dentro das limitações impostas por tão vasto universo, um recorte estimulante e instigante: de páginas de livros, jornais e revistas, a ilustrações de anatomia e arquitetura; de rótulos e embalagens, a papel moeda; de selo postal, a cartazes de divulgação e, a partir da apropriação feita por artistas – estrangeiros e brasileiros -, um conjunto se trabalhos que mostra as possibilidades dos recursos técnicos disponíveis, na busca de linguagens específicas.