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Jac Leirner

19 nov 2011
26 fev 2012

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, na Estação Pinacoteca, exposição retrospectiva de Jac Leirner (1961, São Paulo, SP) com cerca de 60 trabalhos entre esculturas, objetos, instalações e aquarelas. Realizados entre os anos 1980 e 2011, os trabalhos de Jac Leirner utilizam embalagens de cigarros, sacolas plásticas, dinheiro, cartões de vistas e outros produtos retirados do universo do consumo. Ao inseri-los dentro do universo artístico, esses objetos ganham novos significados. Segundo Moacir dos anjos, curador da mostra, “Sua obra é conhecida pelo interesse que demonstra por tudo que circula no mundo (mercadorias) e pelo que torna tal circulação possível (o dinheiro), bem como por problematizar os padrões formais estabelecidos pelo racionalismo nos movimentos artísticos (Arte Concreta e Minimalismo). Sua obra tece ainda argutos comentários sobre o sistema da arte e os costumes do meio artístico (viajar, apresentar cartões de visita), tornando-a uma das primeiras artistas a tratar do tema da condição do artista sob a globalização e suas implicações para a produção e circulação da arte”.

Na exposição são exibidos trabalhos das séries Os Cem, 1987, feitos com notas de 100 cruzeiros costuradas sobre entretela, e Nomes, 1989, compostos por centenas de sacolas que cobrem uma parede do espaço expositivo. Neles, a artista explora a variedade de formas e cores dos materiais, incorporando questões relacionadas à presença da cor, da linearidade e da horizontalidade. Entre as obras dos anos 1990, estão Corpus Delict, 1993, e Foi um Prazer, 1997, onde Leirner coloca nas paredes cartões de visita de artistas, curadores e galeristas, e, entre as feitas na década seguinte, inclui-se Adesivos 44 (2004), trabalho apresentado originalmente no Miami Art Museum, MAM. Outro grande destaque é a recriação, em um dos espaços da Estação Pinacoteca, do trabalho Hip Hop, 1998/2011, feito com fitas adesivas coloridas aplicadas diretamente sobre a parede.

Elemento também importante da exposição é a inclusão de cerca de 20 aquarelas, desenvolvidas pela artista desde o início de sua carreira até o presente, e nunca exibidas. “Atravessando toda a mostra, as aquarelas, quase todas abstratas e coloridas, contrastam com os objetos carregados de signos extraídos da vida cotidiana. Elas chamam a atenção, contudo, para o fato de que a organização desses signos pela artista também leva em conta o seu interesse pela tradição construtiva e pela justaposição de manchas de cores, não importa que suporte ou materiais faça uso”, afirma Moacir dos Anjos.

Ainda segundo o curador, “por seu caráter retrospectivo e abrangente, a exposição será uma ocasião ímpar de consolidar a produção de Jac Leiner como uma das mais consistentes e originais da produção contemporânea brasileira. Será também oportunidade de apresentá-la a um público mais jovem, que ainda não teve a oportunidade de conhecê-la de modo abrangente”.

Créditos

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