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Manchuria – Visão periférica

18 set 2010
31 out 2010

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, na Estação Pinacoteca, exposição retrospectiva de Felipe Ehrenberg (Cidade do México, 1943) com cerca de 250 trabalhos, entre pintura, escultura, instalações, fotografias, vídeos, registros de performances e livros de artista, realizados durante os cinquenta anos da carreira do artista. Entre as obras exibidas estão: El arte según yo, 1979, Arriba y adelante, 1970, Kitchen table – ponderaciones em torno al espacio habitable, ideas para acciones ergonomométricas, 1973. Durante a abertura da exposição, Ehrenberg realizará, ainda, uma micro-performa sobre o rito de inauguração na sociedade contemporânea e cortará treze fitas coloridas.

No Brasil esta é a primeira exposição retrospectiva de Felipe Ehrenberg, um dos únicos artistas latino-americano a fazer parte do movimento Fluxus. Criado em 1961, na Europa, o grupo reunia artistas de várias partes do mundo em torno de uma proposta, ou seja, inserir a arte no cotidiano das pessoas. Com espírito contestador e humor extravagante, o Fluxus integrava às artes plásticas diferentes linguagens como música, cinema e dança. Ainda hoje, Ehrenberg conserva o mesmo espírito do grupo e afirma que esta exposição contribui para a compreensão de um momento importante da história: “o período que a mostra abrange, de 1960 até hoje, ainda não foi revisto pela história da arte. Nos anos 1970, a relação entre os artistas latino-americanos era muito intensa. As obras eram tão iconoclastas que as instituições culturais não conseguiam compreendê-las”, explica Felipe.

O título da mostra, Manchúria, foi dado pelo próprio artista e se refere a um território localizado no leste da Ásia. Segundo Fernando LIanos, curador da exposição, “é possível traçar um paralelo entre a Manchúria e Ehrenberg… Manchúria é uma terra difícil de localizar, desconhecida, periférica. . Felipe é reconhecido como um dos artistas mais instigantes e importantes do México. Ehrenberg tem escrito capítulos da história nacional do cinema experimental, performance, vídeo e até mesmo em questões digital. Muitas de suas propostas foram tão controversas que mudaram o curso da arte no México”.

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