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Mira Schendel

24 jul 2014
19 out 2014

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta de 24 de Julho a 19 de Outubro 2014, exposição retrospectiva da artista suíça, naturalizada brasileira, Mira Schendel que ao lado de seus contemporâneos Lygia Clark e Helio Oiticica, reinventou a linguagem do Modernismo Europeu no Brasil. Com Patrocinio do banco Credit Suisse, a mostra é organizada pela Pinacoteca de São Paulo e a Tate Modern, Londres, em associação com a Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto.

Com curadoria de Tanya Barson da Tate Modern e Taisa Palhares da Pinacoteca, a exposição já foi apresentada na Tate onde foi um grande sucesso de público, depois foi para a Fundação de Serralves e agora completa a última parte da itinerância na Pinacoteca. Mais uma vez, o público brasileiro será privilegiado. Além das obras expostas nas mostras anteriores, no Brasil serão incluídas maior número de trabalhos das séries Bordados e Naturezas-mortas (década de 1960) e Mandalas (década de 1970), bem como a série Papéis Japoneses (década de 1980) e um conjunto significativo de trabalhos do acervo do Museu de Arte Contemporânea da USP, que foram doados pelo crítico de arte e amigo de Schendel, Theon Spanudis.

Apresentada em ordem cronológica a exposição, que ocupa o primeiro e segundo andar do museu, reúne cerca de 300 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas e instalações, todas realizadas entre os anos 1950 e 1987, incluindo a última série produzida em vida pela artista, as pinturas conhecidas como Sarrafos. O grande destaque da mostra fica por conta da produção de obras em papel de arroz dos anos 1960: a série Monotipias, Trenzinho, Droguinhas, todas de 1965; a sala de Objetos gráficos, 1967, os Cadernos, 1970, as instalações Ondas Paradas de Probabilidade, 1969, e Variantes 1977; além da série O retorno de Aquiles, 1964, em que pela primeira vez Mira Schendel utiliza o texto como elemento visual da composição. “Esta é a primeira grande mostra da Mira Schendel (Zurique, Suíça 1919 – São Paulo, Brasil 1988) desde 1996. De lá para cá, a artista tornou-se muito mais reconhecida no contexto internacional, o que se reflete na exposição pelo grande número de obras de coleções e museus internacionais como o Museum of Modern Art – NY, o Houston Museum, a Tate Modern – Londres entre outros. Neste sentido, é uma oportunidade única para o público brasileiro apreciar essas obras que dificilmente serão expostas novamente no Brasil tão cedo”, afirma Taisa Palhares.

A exposição é acompanhada por um catálogo ilustrado, editado pela Pinacoteca de São Paulo e a Tate Publishing. Com textos inéditos de Tanya Barson, Taisa Palhares, Cauê Alves, Isobel Whitelegg, John Rajchman e Lisette Lagnado, o catálogo é uma versão ampliada da edição inglesa que esgotou-se rapidamente durante a mostra na TATE. Na Pinacoteca, os visitantes poderão adquiri- lo na loja do museu.