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Rafael França ? Polígonos regulares, 1981

19 mar 2011
22 maio 2011

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A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta exposição de Rafael França (Porto Alegre, Brasil, 1957 – Chicago, EUA, 1991), precursor das experiências que aproximam arte e tecnologia no Brasil e um dos primeiros a apontar caminhos para a organização de idÉias plásticas e acústicas, dentro de projetos de vídeo instalações. Nos seus trabalhos a narrativa é colocada sob novas perspectivas, com sequências fragmentadas, imagens desfocadas e diacronia entre imagem e som.

A obra exibida na Pinacoteca, Polígonos regulares, 1981, é composta por 18 televisores, divididos em quatro grupos, sendo que cada grupo constitui um polígono. Esses televisores recebem, por circuito fechado, a imagem de um elemento geométrico que ocupa quase a totalidade da tela de cada um deles. “A ideia para este trabalho estava muito ligada à ideia de escultura, ou seja, de como usar o televisor como objeto escultórico, como uma grande lâmpada”, afirma Rafael França, no catálogo Sem medo da Vertigem, 1997, Paço das Artes.

Segundo Ivo Mesquita, curador da mostra, “Entre 1980 e 1981, França desenvolveu outras duas obras, Television sets e Third Commentary, utilizando o mesmo recurso, ou seja, um circuito interno e uma série de televisores interligados que reproduz uma figura geométrica. “Polígonos regulares” foi a primeira vídeo instalação apresentada na Pinacoteca. E hoje, dentro do Projeto Octógono Arte Contemporânea, temos a possibilidade de revisitar obras que se tornaram referência para a arte contemporânea”.

Sobre o artista

Rafael Luiz Zacher França formou-se em artes plásticas pela Escola de Comunicação (ECA) da USP, em São Paulo, entre 1978 e 1982. Em 1978 ingressou no Centro de Estudos e Artes Visuais (ASTER) sob orientação de Regina Silveira. A partir daí começou uma pesquisa com técnicas diversas de gravuras, como offset, litografia e impressões gráficas a partir do processo fotográfico.

Entre 1979 e 1982 formou o grupo 3NÓS3, junto com os artistas plásticos Hudinilosn Jr e Mario Ramiro. O trio realizou diversas intervenções artísticas na paisagem urbana de São Paulo, cobrindo monumentos públicos com plástico. Em 1985, tornou-se mestre em artes pela The School of the Art Institute de Chicago, EUA. Durante o período acadêmico desenvolveu ampla pesquisa sobre os meios de reprodução gráficos, chegando até as novas mídias, como vídeo instalação. França participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, participou da 16ª Bienal Internacional de São Paulo (1981), e da mostra de vídeo-arte da 19ª Bienal (1987), Museum of Modern Art, Nova Iorque, (1992) e Precursor e Pioneiros Contemporâneos, no Paço das Artes, São Paulo, (1997).