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Rossini Perez

27 abr 2013
22 set 2013

 

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a exposição Rossini Perez: Um passante e duas margens. Com 88 obras, integra gravuras e matrizes realizadas pelo artista entre 1955 e 1980. As obras fazem parte do conjunto de 104 gravuras e matrizes que foram doadas pelo artista em 2009 para a Pinacoteca de São Paulo, oferecendo um panorama abrangente de sua produção.

O público poderá apreciar uma seleção de obras que revelam o percurso do artista e suas especulações sobre as possibilidades plásticas e poéticas da gravura, contemplando trabalhos nas técnicas de xilogravura, linóleo, serigrafia, e litografia, com traços, cores e texturas em composições predominantemente abstratas. Entre os destaques da exposição estão Favela, 1956, Espatulada III, 1963, Serpent dans un cadre rouge (Serpente na moldura vermelha), 1970, entre outras.

Rossini Quintas Perez nasceu em Macaíba-RN, em 1931. Em 1940, muda-se com a família para o Rio de Janeiro onde, em 1951, frequenta cursos ministrados por Ado Malagoli, na Associação Brasileira de Desenho e, por Oswaldo Goeldi, na Escolinha de Arte do Brasil, estabelecendo seu primeiro contato com matrizes de gravura. Em 1953, em visita à 2ª Bienal Internacional de São Paulo, impressiona-se com as gravuras de Edvard Munch e decide se dedicar a essa técnica, iniciando no mesmo ano, estudos de gravura em metal com Iberê Camargo e Fayga Ostrower. Adquire uma prensa e passa a trabalhar sozinho, participando de salões, coletivas e bienais.

Em 1959, junto à artista Edith Behring, participa do projeto de implantação da Oficina de Gravura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, atuando também como assistente do gravador alemão Johnny Friedlaender e, posteriormente, como professor. Em 1960, Rossini viaja para implantar uma oficina no Instituto Cultural Brasil-Bolívia, em La Paz, e para orientar o ateliê na Escuela de Bellas Artes, em Lima, Peru. Nesse mesmo ano conquista o prêmio de viagem que lhe permite ir à Paris, onde passa a viver entre os anos de 1961 e 1972, período em que expõe em diversas coletivas e individuais pela Europa.
Entre 1974 e 1975, a convite do Itamaraty, ajuda a implantar uma oficina de gravura em metal na École Nationale des Beaux-Arts, em Dakar, Senegal, passando a dar aulas na instituição entre 1977 e 1978. De volta ao Brasil, ministra aulas no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, em 1978, e no Ateliê de Gravura do MAM-RJ, de 1983 a 1986. Em 1993, Rossini é convidado para lecionar na Escuela Nacionale de Artes Plásticas da Universidade Nacional do México.

No Rio de Janeiro, como fotógrafo, Rossini documentou as transformações da cidade resultantes de intervenções urbanas, como as obras para a construção do metrô, registrando a estatuária e os detalhes da arquitetura carioca em muitas edificações mais tarde demolidas.