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Modernismo tropical na obra de John Graz

Nos dias 24, 25, 26 e 27 de agosto de 2021, 19h às 21h, com Profª Drª Maria Alice Milliet, Profª Drª Kássia Borges, Prof.ª Fernanda Pitta, Prof Thierry Freitas, prof Sergio Pizoli e Prof Horácio Ramos

O curso propõe uma abordagem da trajetória artística de John Graz (Genebra, Suíça, 1891 — São Paulo, 1980), pintor, decorador, artista gráfico e designer suíço radicado no Brasil. Nome menos debatido do modernismo brasileiro, conhecido sobretudo por sua participação na Semana de 1922 em São Paulo, Graz tem uma extensa produção dedicada às artes visuais e à decoração de interiores. Treinado na Escola de Belas Artes de Genebra, Graz é responsável por desenvolver no Brasil uma prática de integração das Belas Artes às Artes Aplicadas e Decorativas, já desde os anos de 1920, muitas vezes em parceria com sua companheira Regina Gomide Graz, seu cunhado, Antonio Gomide, colaborando também com arquitetos como o russo radicado no Brasil, Gregori WarchavchikAs aulas debaterão sua contribuição na introdução do Art Déco no Brasil (aspecto tratado por Maria Alice Milliet)sua contínua relação com a temática indígena (debatida pela artista e pesquisadora Kassia Borges)além de uma visada global sobre as várias facetas de seu trabalho (em aula debate com Sergio Pizoli, curador do Instituto John Graz). Uma aula gravada pelo professor Horacio Ramoz Cerna abordará a atuação de John Graz na decoração de bailes de carnaval, contextualizando-a em relação a outras experiências de “obra de arte total” das vanguardas europeias na primeira metade do século XX. 

PROGRAMA DE AULAS 

Aula 1 – 24/08/2021 – Profª Maria Alice Milliet

A palestra John Graz, a introdução do art déco em São Paulo abordará os anos de formação do artista, o encontro com o modernismo brasileiro e a prática da “arte total”.

Aula 2 – 25/08/2021 – Profª Kássia Borges

Da representação à apresentação parte de uma discussão da representação geometrizada, sintética e genérica de referência indígena nas obras de John Graz para uma representação de artistas indígenas que se utilizam da linguagem contemporânea para falar de suas culturas.

Aula 3 – 26/08/2021 – Prof Thierry Freitas, profª Fernanda Pitta convidam prof Sergio Pizoli

Nessa atividade, convidamos o curador do Instituto John Graz para uma conversa sobre a trajetória biográfica e artística de John Graz, pontuando momentos de destaque em sua produção e vivência no Brasil e no exterior. A relação de Graz com a história do Brasil, com a natureza e a cultura popular brasileiras, será colocada em diálogo com as experiências de  visitas à África e à Europa, investigando a importância da viagem em sua produção.

Aula 4 – 27/08/2021 – Prof Thierry Freitas, profª Fernanda Pitta, com participação do Prof Horácio Ramos

Nesse último encontro haverá uma conversa entre os curadores da exposição e o prof. Horacio Ramos, a partir do conteúdo de sua aula-especial “John Graz: uma obra de arte total”, cuja gravação será disponibilizada previamente aos inscritos(as).

Aula especial – Prof Horácio Ramos

John Graz (1891-1980) foi um artista de muitas facetas, formado em arquitetura, decoração, design de pôsteres e desenho. Sua visão artística foi nutrida pelo contexto cultural da Europa do pré-guerras, quando pintores como Pablo Picasso, Henri Matisse ou Sonia Delaunay produziram decoração e figurino para eventos ao ar livre e peças de ballet e teatro. A notável imaginação de Graz, por outro lado, encontrou terreno fértil na cena da arquitetura e do desenho modernistas de São Paulo, nas décadas de 1930 e 1940, quando Candido Portinari ou Roberto Burle Marx decoraram importantes edifícios públicos. Esta palestra analisará os projetos de decoração de John Graz e outros artistas modernistas que se vincularam aos conceitos de “obra de arte total” e “integração das artes” na Europa Ocidental e no Brasil. Ao contextualizar os projetos de Graz com os de outros artistas visuais, arquitetos e decoradores modernistas, esta palestra destacará a excepcional natureza interdisciplinar de sua obra.

TOTAL DE VAGAS

180 vagas

VALOR
R$80,00 (inteira)
R$72,00 (amigos e patronos da Pina)
R$40,00 (meia-entrada para professores, estudantes e pessoas acima de 60 anos).
50 vagas para professores de escolas públicas e educadores sociais, por ordem de inscrição e através do formulário online disponível aqui. Bolsas para professores das redes públicas e educadores sociais São oferecidas 50 vagas gratuitas para o atendimento de professores de escolas públicas e educadores sociais. A gratuidade será concedida conforme a ordem de chegada dos pedidos feitos através do formulário “Solicitação de bolsas para professores e educadores sociais”.

Faça sua inscrição aqui

 

SERVIÇO

O curso será realizado em formato online via ZOOM. O link de acesso a sala online e demais informações para início do curso serão enviadas com e-mail de confirmação de inscrição.

O aluno deverá usar o mesmo e-mail cadastrado no ato da compra para acessar a sala online, do contrário não será possível realizar o cadastro e acesso à plataforma ZOOM e os recursos disponíveis para transmissão da aula. Eventuais troca de e-mail feitas após a compra deve ser comunicada a organização do curso até 2 dias antes do início do curso.

O curso é online, fornecido no formato síncrono, ou seja, ao vivo. As aulas serão gravadas e disponibilizadas para os alunos regularmente inscritos após a realização curso. A equipe Pina_Cursos compartilhará o link de acesso dos vídeos por e-mail e prazo de acesso.

A inscrição é pessoal e intransferível. Em caso de inscrição-presente, no momento da matrícula o pagante deve incluir os dados do(da) convidado(a) e informar a organização do curso sobre tal inscrição-presente, de modo a evitar possíveis equívocos de cadastro ou de compartilhamento dos conteúdos de estudo.

A utilização de meia entrada é concedida a: estudantes, professores, pessoas com 60 anos ou mais e funcionários de instituições culturais (limite de até 5 funcionários de uma mesma instituição).

Materiais complementares como, bibliografia do curso, PDFs, links de vídeos indicados pelo professor, serão compartilhados através de uma pasta virtual, gerenciada pelo professor e a coordenação do curso. O material ficará acessível por tempo limitado.

Pedidos de cancelamento ou transferência serão aceitos até a véspera de abertura do curso.

Pedidos de cancelamento ou transferência, enviados após início do curso, não serão considerados, visto a necessidade de organização das atividades.

A declaração de frequência será emitida após o término do curso. Os participantes que obtiverem 75% de presença durante o curso, ou seja, logados no momento da transmissão do curso. O acesso aos vídeos das aulas do curso não será considerado na contagem de frequência.

O curso poderá oferecer interprete/tradução em Libras e audiodescrição. Esses recursos de acessibilidade poderão ser solicitados por e-mail até 5 dias antes do início do curso.

Mais informações no site da Pinacoteca ou pelo e-mail cursos@pinacoteca.org.br

Sobre os professores

Fernanda Pitta é doutora em Artes Visuais e curadora sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo.  Seus interesses de pesquisa concentram-se principalmente na discussão de paradigmas da arte nacional. Sua exposição No lugar mesmo: uma antologia de Ana Maria Tavares na Pinacoteca em 2016-2017, recebeu o Prêmio da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo de Melhor Retrospectiva de 2016. Ela foi bolsista de mestrado e doutorado da FAPESP, International Curator Awardee Fellow do AAMC and AAMC Foundation International Engagement Program, Summer Collaborative Working Group Fellow no The Clark Art Institute, visiting scholar na Fakultet for kunst, musikk og design, Noruega e recipiente do Getty Library Grant. Editou as publicações Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1829-1929)Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo, com Elisa Soares, Coleções em Diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo, e Coleções em Diálogo: Museu Mariano Procópio e Pinacoteca de São Paulo, ambos com Valeria Piccoli. Atuou como coordenadora curatorial da exposição Véxoa: nós sabemos, com curadoria de Naine Terena. É curadora, com Thierry Freitas, da mostra John Graz: idílio tropical e moderno, em cartaz na Estação Pinacoteca.

Horacio Ramos é doutorando em História da Arte pelo The Graduate Center, City University of New York. Publicou ensaios sobre arte moderna e contemporânea em revistas especializadas como Illapa Mana Tukuq e Shift, bem como em publicações de museus como o Museu de Arte Contemporânea de Lima, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de Nova York. Sua pesquisa tem recebido apoio de instituições como o Instituto Getty, a Fundação Mellon e a Coleção Cisneros. Horacio é licenciado em Filosofia e tem mestrado em História da Arte pela Pontifícia Universidade Católica do Peru e pelo The Graduate Center.

Kássia Valéria de Oliveira Borges é artista plástica e professora de artes com ampla produção e experiência. Possui graduação em Educação artística – Artes Plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia (1987) e mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003), com o título “Origem: um princípio a fundar”. Foi professora na Universidade Federal de Uberlândia, na Universidade Federal de Goiás, no Centro Universitário de Caldas Novas (Unicaldas) com as disciplinas Linguagem Tridimensional e História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: origem, fantasma, ato criativo e utopia e nas seguintes áreas: cerâmica, fotografia, desenho, instalação, arte contemporânea, meios mistos, escultura e vídeo. Também lecionou na rede pública, no primeiro e segundo graus. Coordenou, o curso de Arte-Educação da FIMES, em Mineiros-GO, onde também foi diretora e professora. Hoje é professora efetiva nas áreas de bidimensional e tridimensional na Universidade Federal do Amazônas. Em 2007, de maio a outubro, fez duas residências artísticas em França, onde também realizou duas exposições e uma curadoria, além de lançar naquele país um livro de arte, em francês. Publicou artigo em revista bilingue do Instituto de Artes da UFRGS (Portoarte) e participou de CD ROM lançado em 2007, com obra e ensaio. A artista dá atenção à arte contemporânea e, por isso, tem participado com trabalhos ou visitas ás últimas Bienais de São Paulo e do Mercosul, além de ter visitado a XII Documenta de Kassel, na Alemanha, em 2007.

Maria Alice Milliet é historiadora da arte, crítica e curadora, doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Foi diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, curadora do Museu de Arte Moderna de São Paulo e diretora da Fundação José e Paulina Nemirovsky. Como curadora independente realizou exposições em inúmeras instituições, tais como o Museu de Arte de São Paulo (Masp); Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); Fundação Bienal de São Paulo; Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro. É autora dos livros Lygia Clark: obra-trajeto (1992), Tiradentes, o corpo do heroi (2001), Mestres do Modernismo (2003), Lothar Charoux, a poética da linha (2006), Tarsila, os melhores anos (2011), Concretos Paralelos: construtivismo britânico e arte concreta e neoconcreta brasileira (2013), Yolanda Mohalyi, a grande viagem (2015), entre outros. Publicou inúmeros ensaios sobre arte moderna e contemporânea. Participou dos concelhos de inumeras instituições e é membro do ICOM International Council Of Museums.

Sérgio Pizoli possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, pós-graduação em Comunicações e Semiótica pela PUC SP e especialização em Política e Administração Cultural pela PUC SP e Ministério da Cultura. Atualmente é curador do acervo de Artes Plásticas do Instituto John Graz. Atuou como programador e produtor cultural em diversas empresas privadas e órgãos públicos, como Pinacoteca do Estado SP, Museu da Casa Brasileira SP, Biblioteca José e Guita Mindlin, Centro Cultural Correios RJ, FIESP, MASP, Paço das Artes – USP, BM&F – SP etc. Realizou gerenciamento de mostras de artes plásticas e afins com ênfase nas áreas de curadoria, expografia, produção e pesquisa junto ao SESC SP, Bienal de SP, Casa França Brasil RJ, BankBoston, CAIXA Cultural, Fundação Vieira da Silva e Fundação Gulbenkian, Lisboa, entre outros. Realizou exposições como John Graz Viajante, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, em 2013, e O Brasil de John Graz, na Caixa Cultural de São Paulo, em 2010.

Thierry Freitas é historiador da arte pela Unifesp e assistente curatorial da Pinacoteca.