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Frame do documentário MULHERES ARTISTAS, SUBVERTENDO A SUBMISSÃO. Imagem em preto e branco da escultura Julieta de Franca.
Frame do documentário MULHERES ARTISTAS, SUBVERTENDO A SUBMISSÃO. Imagem em preto e branco da escultura Julieta de Franca.

Tipo: Cinema e vídeo | Local: Edifício Pina Luz

Cinema e vídeo: Exibição do documentário “Mulheres artistas, Subvertendo a Submissão”

data Cinema e vídeo 08 de março de 2026

No Dia Internacional da Mulher, a Pinacoteca promove uma exibição especial do filme Mulheres Artistas, Subvertendo a Submissão com ingressos gratuitos e conversa com as diretoras, mediada pela pesquisadora e professora Ana Maria Maia, curadora-chefe do museu.

Dirigido por Tata Amaral em parceria com Vera Hamburger o documentário revisita criticamente a presença de mulheres na formação das artes visuais brasileiras entre o final do século 19 e o início do século 20. Inspirado no livro Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras, da historiadora da arte Ana Paula Cavalcanti Simioni, o filme ilumina as trajetórias de Abigail de Andrade (1864–1890), Julieta de França (1870–1951) e Georgina de Albuquerque (1885–1962), artistas que alcançaram reconhecimento em seu tempo — com prêmios acadêmicos, circulação internacional e presença na imprensa — mas que foram posteriormente marginalizadas pelas narrativas oficiais da história da arte.


Data: 8 de março, domingo
Horário: 15h30

Necessário ingresso do museu.

Participação por ordem de chegada.

Sujeito a lotação (130 lugares).

Ao articular pesquisa histórica, narração performativa de Claudia Schapira e material iconográfico, a obra evidencia como essas pioneiras tensionaram as normas de gênero que delimitavam o acesso feminino à formação artística, à profissionalização e à visibilidade pública. Como observam as diretoras, o filme lança luz sobre uma produção ainda pouco reconhecida: “O que mais espanta é que foram muitas mulheres artistas brasileiras desde o século 19. Elas tiveram reconhecimento, ganharam prêmios, expuseram fora do Brasil, mas acabaram silenciadas ao longo do tempo.”

Suas produções — que atravessam pintura, escultura e pintura histórica — são apresentadas não apenas como realizações individuais, mas como intervenções simbólicas que reconfiguram os lugares possíveis para as mulheres no sistema artístico brasileiro, revelando disputas por autoria, reconhecimento e autonomia no interior da cultura visual do período. 

Sobre as artistas homenageadas

A carioca Abigail de Andrade (1864–1890) foi pintora e desenhista e tornou-se a primeira mulher premiada na Exposição Geral de 1884 da Escola Imperial de Belas Artes, ampliando a visibilidade feminina nas artes brasileiras. Participou também da Exposição Universal de Paris (1889) e produziu retratos, naturezas-mortas e cenas do cotidiano marcadas por sensibilidade social. Sua carreira foi interrompida precocemente por sua morte. 

Julieta de França (1870–1951), natural de Belém do Pará, foi escultora, professora e uma das pioneiras da arte no país. Foi a primeira mulher a conquistar o prêmio máximo da Escola Nacional de Belas Artes — a bolsa de estudos em Paris por cinco anos. Sua trajetória está documentada no álbum Souvenir de ma carrière artistique, hoje no acervo do Museu Paulista da USP, e sua escultura Orgulhosa integra a coleção da Pinacoteca de São Paulo. 

A paulista Georgina de Albuquerque (1885–1962) formou-se no Brasil e em Paris e incorporou procedimentos impressionistas à sua pintura. Em 1922, inovou ao inserir uma mulher — a princesa Leopoldina — no centro da cena histórica em Sessão do Conselho de Estado. Exemplo marcante de profissionalização feminina nas artes, foi professora e tornou-se diretora da Escola Nacional de Belas Artes em 1952. 

Uma produção da Tangerina Entretenimento, “Mulheres Artistas, Subvertendo a Submissão” conta com apoio do canal Arte 1 e apoio institucional da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Belém. O investimento é do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Agência Nacional do Cinema – Ancine, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC).  

Mulheres Artistas, Subvertendo a Submissão (Brasil-SP, 2026, 52 min, livre)

Inspirado no livro “Profissão Artista, Pintoras e Escultoras Acadêmicas  Brasileiras”, de Ana Paula Cavalcanti Simioni
Direção: Tata Amaral e Vera Hamburger
Performance e narração: Claudia Schapira
Direção de fotografia: André Lorenz Michiles
Direção de arte: Vera Hamburger
Figurino: Cláudia Schapira
Som direto: João Godoy
Montagem: Juliana Munhoz
Música: André Whoong
Mixagem: Pedro Noizman
Arte gráfica e motion design: Thigas Sá
Pesquisa: Marina Couto, Eloá Chouzal, Julia Zylberszjtajn, Mônica Medici, Flora
Rouanet e Piqueiras Santangelo
Direção de produção: Karina Lima
Coordenação executiva: Maitê Freitas e Sonia Hamburger
Produção executiva: Rafaella Costa
Produção: Tata Amaral
Apoio e veiculação: canal Arte 1
Apoio institucional: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Belém
Investimento: Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Agência
Nacional do Cinema – Ancine, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC)
Uma produção da Tangerina Entretenimento

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