Integrando a programação da exposição “Alice Yura: um ato fotográfico“ e ampliando as questões centrais que atravessam a mostra, a conversa reúne Alice Yura e Rosângela Rennó, artista fundamental para a fotografia contemporânea brasileira e uma importante referência para a pesquisa de Alice. Partindo de diferentes gerações e percursos, o encontro se dedica a discutir os processos de reprodução, circulação e criação de imagens a partir de acervos fotográficos, abordando os modos pelos quais arquivos, coleções e fotografias preexistentes podem ser ativados para produzir novas narrativas, reconfigurar memórias e deslocar sentidos.
Mediado pelo curador da exposição Thierry Freitas, a atividade propõe uma reflexão sobre as diferentes formas de trabalhar artisticamente com imagens herdadas, encontradas ou preservadas em arquivos.
Se, na pesquisa de Alice Yura, o arquivo familiar é mobilizado como espaço de elaboração de questões ligadas à ancestralidade, à imigração e à construção de si, na trajetória de Rosângela Rennó os acervos públicos e privados revelam os mecanismos de visibilidade e apagamento que atravessam a história das imagens. A partir desse diálogo entre gerações e experiências distintas, a conversa busca refletir sobre os desafios éticos, poéticos e políticos envolvidos na ativação de arquivos, bem como sobre o potencial da fotografia para reinventar narrativas e ampliar nossa relação com a memória.
Atividade gratuita e sem necessidade de inscrição. Sujeita a lotação.
Data: 22 de agosto de 2026, sábado
Horário: 11h
ALICE YURA
Alice Yura (Aparecida do Taboado, 1990) é uma artista visual nipo-caipira que trabalha principalmente com fotografia e performance. Em seus trabalhos, investiga a relação entre arte e vida, abordando temas como memória, afeto, corpo e identidade. Sua produção parte de experiências pessoais para refletir sobre aspectos mais amplos da existência, utilizando sua imagem e o próprio corpo como formas de expressão, em propostas que aproximam o fazer artístico do cotidiano.
ROSÂNGELA RENNÓ
Rosângela Rennó (Belo Horizonte, 1962) é uma das mais emblemáticas artistas cujo trabalho discute, exaustivamente, a imagem e suas narrativas. A obra de Rennó é marcada pela apropriação de imagens descartadas e encontradas em mercados de rua e antiquários, assim como pela investigação das relações entre memória e esquecimento. Em suas fotografias, objetos, vídeos ou instalações, trabalha com álbuns de família e imagens obtidas em arquivos públicos ou privados, além de dedicar-se à criação de livros autorais.
Data: 22 de agosto, sábado
Horário: 11h
Local: edifício Pina Luz | Auditório, 1º andar
Endereço: Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP.