Clicando em "Aceito todos os Cookies" ou continuar a navegar no site, você concorda com o
armazenamento de cookies no seu dispositivo para melhorar a experiência e navegação no site.
Consulte a Política de Privacidade para obter mais informações.

Tipo: Formação | Local: On-line

Formação: Curso Corpo em festa: trabalho, Carnaval e arte

Data Início Formação 30 de março de 2026 - Data Término Formação 07 de abril de 2026

Inscrições Início Formação 28 de fevereiro de 2026 - Inscrições Término Formação 22 de março de 2026

O curso propõe uma reflexão ampla sobre o Carnaval como campo de criação artística, trabalho coletivo e disputa política, articulando história, estética, ancestralidade e práticas contemporâneas.

Ao longo das aulas, são abordados os clubes pedestres recifenses e sua relação com o mundo do trabalho e a emergência do frevo, entendido tanto em sua dimensão histórica quanto como patrimônio cultural imaterial, a partir das experiências de salvaguarda desenvolvidas no Paço do Frevo;

  • a alegoria carnavalesca como linguagem artística central dos desfiles, capaz de sintetizar narrativas, memórias e críticas sociais na escala monumental da avenida;
  • as “comunidades de axé” como modos coletivos de criação e sustentação da vida, ancorados em epistemologias africanas e em organizações negras como o Ilê Aiyê; 
  • as múltiplas dimensões do trabalho de Carnaval, evidenciando os saberes, ofícios, processos colaborativos e condições materiais que tornam possível uma das maiores experiências de arte coletiva do país. 

PÚBLICO-ALVO: pessoas professoras, pesquisadoras, artistas e público geral interessado em arte, cultura, crise climática e filosofia
FORMATO: on-line

NÚMERO DE VAGAS: 250

10 vagas para alunos ali:leste 
40 vagas para pessoas professoras de escolas públicas e educadoras sociais
30 vagas afirmativas (pessoas pretas, pardas, amarelas, indígenas, ciganas, trans e com deficiência)

Seleção por ordem de inscrição via  formulário Microsoft on-line.

30 e 31 de março e 6 e 7 de abril (segundas e terças-feiras)

Das 19h às 21h

R$ 80,00* (5x)

*Valor referente a inteira (R$ 400,00)

Meia: R$ 200,00 (meia para estudantes, professores, pessoas com 60 anos)
Amigos e Patronos da Pina: R$ 260,00

Por meio do site parceiro Inti até 22 de março.

Aula 1 — ‘Belo é o Recife pegando fogo’: Frevo, organização política e mundo do trabalho | com Luiz Vinícius Maciel | 30 de março

O curso objetiva introduzir aos participantes aspectos da história dos clubes pedestres recifenses na virada dos séculos 19 e 20, sua articulação com o mundo do trabalho do Recife e contribuição para a emergência histórica do Frevo. Entende-se os clubes pedestres como entidades fundamentais para sociabilidade de diversos trabalhadores da cidade que organizavam-se não só no âmbito recreativo e carnavalesco, mas amparavam-se mutuamente em busca de visibilidade, autoestima, incidência e resistência política. Além disso, um olhar para o Frevo enquanto bem cultural imaterial contemporâneo também será um pilar do encontro, ao ser discutido a partir da atuação de Luiz Maciel no museu Paço do Frevo e das ações de salvaguarda realizadas pela instituição. Destaca-se as fundamentações histórico-políticas que balizam a atuação do museu, a partir dos processos históricos que formataram este patrimônio vivo enquanto alvo de projetos de identidades regionais, invenção de tradições, disputas étnico-raciais e aparelhamento do poder público estatal.

Aula 2 —Fantasias e alegorias: enredamentos poéticos nas avenidas do samba | com Leonardo Bora | 31 de março

O carnavalesco Leonardo Bora explora a alegoria como linguagem central do desfile e como dispositivo artístico capaz de traduzir narrativas, simbolismos e poéticas visuais para a escala monumental da avenida. A partir de sua experiência nas agremiações do Rio de Janeiro, serão apresentados exemplos desse processo de criação que envolvem pesquisa temática, desenho, concepção plástica e coordenação das equipes que tornam o projeto possível, revelando as dimensões estéticas, históricas e laborais que constituem o trabalho carnavalesco. Discutiremos também como a alegoria funciona como síntese artística e política, articulando memória, crítica social e imaginação, e como o carnaval se afirma como um dos maiores laboratórios de arte coletiva do país.

Aula 3 – Alguns coletivos afro-brasileiros e sua agência (est)ética  | com  Tiganá Santana | 6 de abril

O músico, compositor, pesquisador e professor Tiganá Santana aborda a relação entre “comunidades de axé”, ancestralidade e trabalho a partir de sua produção artística e acadêmica. Este encontro tem o objetivo de compartilhar reflexões em torno das engenharias estéticas, éticas e epistêmicas manejadas e propostas por coletivos afro-brasileiros que se manifestam fortemente em celebrações públicas como o carnaval. A ideia é versar sobre agremiações carnavalescas, a exemplo de blocos afros e afoxés, relacionando-as com organizações negras (inclusive, extra-carnavalescas) que apresentam suas espiritualidades e estéticas, constitutivas da complexa cultura brasileira.

Aula 4 – Trabalho de Carnaval | com Renato Menezes e Ana Maria Maia | 7 de abril 

O encontro propõe uma imersão nas múltiplas dimensões do trabalho que sustenta o carnaval, a partir das pesquisas curatoriais desenvolvidas por Renato Menezes e Ana Maria Maia na exposição em cartaz. Tomando a festa como uma ampla cadeia produtiva que mobiliza saberes técnicos, artísticos e organizacionais ao longo de todo o ano, a aula percorre os núcleos conceituais da mostra — Fantasia, Trabalho, Poder e Cidade — evidenciando desde a potência da imaginação e da criação visual, até as condições materiais e as hierarquias sociais implicadas na produção da festa. Serão discutidos o protagonismo de profissionais historicamente invisibilizados, as dinâmicas de ocupação do espaço urbano pelos cortejos e as reconfigurações simbólicas de poder que o carnaval engendra, compreendendo-o para além do espetáculo como um campo contínuo de criação, trabalho e disputa social.

O curso será realizado em formato online via ZOOM. O link de acesso a sala online e demais informações para início do curso serão enviadas com e-mail de confirmação de inscrição.  

O aluno deverá usar o mesmo e-mail ou mesmo nome cadastrado no ato da compra para acessar a sala online, do contrário não será possível realizar o cadastro e acesso à plataforma ZOOM e os recursos disponíveis para transmissão da aula. Eventuais trocas de e-mail feitas após a compra devem ser comunicadas à organização do curso até 2 dias antes do início do curso. 

O curso é online, fornecido no formato síncrono, ou seja, ao vivo. As aulas serão gravadas e disponibilizadas para os alunos regularmente inscritos após o encerramento do curso e por período limitado. A equipe Pina Cursos compartilhará o link de acesso dos vídeos por e-mail e prazo de acesso.  

Declaração de frequência:

A declaração de frequência será emitida após o término do curso. Os participantes que obtiverem 75% de presença durante o curso, ou seja, logados no momento da transmissão do curso. O acesso aos vídeos das aulas do curso não será considerado na contagem de frequência. 

Inscrição:

A inscrição é pessoal e intransferível. Em caso de inscrição-presente, no momento da matrícula o pagante deve incluir os dados do  convidado  e informar a organização do curso sobre tal inscrição-presente, de modo a evitar possíveis equívocos de cadastro ou de compartilhamento dos conteúdos de estudo. 

A utilização de meia-entrada é concedida a: estudantes, professores, pessoas com 60 anos ou mais e funcionários de instituições culturais (limite de até 5 funcionários de uma mesma instituição). 

Materiais complementares como, bibliografia do curso, PDFs, links de vídeos indicados pelo professor, serão compartilhados através de uma pasta virtual, gerenciada pelo professor e a coordenação do curso. O material ficará acessível por tempo limitado. 

Cancelamento:

Pedidos de cancelamento ou transferência serão aceitos até a véspera de abertura do curso. 
Pedidos de cancelamento ou transferência, enviados após início do curso, não serão considerados, visto a necessidade de organização das atividades. 

Acessibilidade:

O curso poderá oferecer interprete/tradução em Libras. Esses recursos de acessibilidade poderão ser solicitados para o e-mail cursos@pinacoteca.org.br até 5 dias antes do início do curso. 
Mais informações pelo e-mail cursos@pinacoteca.org.br.
 

Luiz Vinícius Maciel

Luiz Vinícius Maciel é historiador, doutorando em História pela UFPE e mestre em História pela UFF. Folião e pesquisador, atua como Coordenador de Memória no Centro de Documentação e Memória do Paço do Frevo. Pesquisa temas como Frevo, construções de pernambucanidade, projetos de identidades regionais, embranquecimento da manifestação, imprensa carnavalesca e clubes pedestres. Além do Paço do Frevo, integra as equipes de pesquisa no Inventário Nacional de Referências Culturais do Pastoril em Pernambuco e do Carnaval Popular de Olinda. No Comitê Gestor de Salvaguarda do Frevo, representa a sociedade civil no segmento Pesquisa.

Leonardo Bora

Leonardo Bora é doutor e mestre em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. É professor de Fundamentos da Cultura Literária Brasileira na Faculdade de Letras da UFRJ, onde também leciona no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura; e professor do Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Em suas pesquisas, observa os carnavais brasileiros em múltiplas dimensões, com ênfase nas narrativas de enredo e nas visualidades das escolas de samba do Rio de Janeiro. Multiartista, atua como carnavalesco, o profissional responsável pela elaboração de narrativas de enredo, fantasias e carros alegóricos. Juntamente com Gabriel Haddad, é, atualmente, um dos carnavalescos do GRES Unidos de Vila Isabel.

Tiganá Santana

Tiganá Santana é compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical,  diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor. O multi-artista foi o  primeiro compositor brasileiro, na história fonográfica do país, a apresentar um  álbum, como compositor, com a presença de canções em línguas africanas. Doutor em Letras (Programa de Estudos da Tradução) pela Universidade de  São Paulo, apresentou a tese “A cosmologia africana dos bantu-kongo por  Bunseki Fu-Kiau: tradução negra, reflexões e diálogos a partir do Brasil”, que  recebeu o “Prêmio Antônio Cândido” de melhor tese pela ANPOLL (Associação  Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística). Entre suas produções mais recentes figuram o trabalho “Floresta de Infinitos” (2023), em parceria com o artista e professor Ayrson Heráclito para a “35ª Bienal de São Paulo — Coreografias do Impossível”; a curadoria da exposição “Línguas Africanas que Fazem o Brasil”, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo e o lançamento do álbum “Caçada Noturna” (2024).

Ana Maria Maia

É curadora, pesquisadora de arte contemporânea, e desde 2022 é curadora-chefe da Pinacoteca de São Paulo. Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mestrado em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina e doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória inclui atuação em instituições como a 29ª Bienal de São Paulo, o Instituto Itaú Cultural, o Centro Cultural São Paulo e a própria Pinacoteca. Seus projetos curatoriais investigam, entre outros temas, juventude no sistema das artes, circulação de informação e processos expositivos, articulando pesquisa crítica, prática curatorial e reflexão institucional.

Renato Menezes

Doutorando em Artes e Linguagens no Centro de Teoria e História da Arte da École d’Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), Paris, França. Foi bolsista Capes de doutorado pleno no exterior (2015-2019). Realizou mestrado em História (concentração em História da Arte) pela Universidade Estadual de Campinas, realizado com o apoio financeiro da Fapesp (2015). Graduado em História da Arte pela UERJ (2013). Foi Grad Intern no Curatorial department do Getty Research Institut (GRI), Los Angeles. Co-organizou “França Antártica: Ensaios Interdisciplinares” (Editora da Unicamp, 2020) e o dossiê “Imagens da Terra/Imagens terrestres” (Figura, 2020). Atualmente dedica-se ao estudo da história da critica de arte no século XVI e das relações entre Europa e América Latina na primeira época moderna, além de atuar no campo da curadoria e crítica de arte.

Posts Relacionados

Eventos Relacionados

Assine nossa Newsletter

e acompanhe nossa programação