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Tipo: Exposições | Local: Edifício Pina Luz

Data Início Exposições 26 de março de 2022 - Data Término Exposições 01 de agosto de 2022

Exposições: Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, apresenta Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas.

A exposição apresenta uma abordagem panorâmica inédita sobre a trajetória da artista Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). Pela primeira vez,  reúne-se um conjunto significativo de mais de 60 das suas obras, produzidas desde 1985 até 2022.

A seleção dos trabalhos propõe uma narrativa pela obra de Varejão, que evidencia a diversidade e a complexidade de sua trajetória. Os trabalhos colocam em pauta o exame reiterado e radical da história visual, das tradições iconográficas europeias e das convenções e códigos materiais do fazer artístico ocidental.

Desde as primeiras obras barrocas de Varejão, a superfície da tela nunca é mero suporte; ao contrário, é um elemento essencial da mensagem da pintura. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes nos trabalhos da artista desde 1992.

A curadoria inclui também suas produções iniciais, da década de 80, quando Adriana ainda estudava na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como as pinturas A praia, O fundo do mar e O Universo, todas de 1985, e chega até as recentes pinturas tridimensionais de grande escala da série Ruínas de charque.

Para o Octógono, espaço central da Pinacoteca Luz, são apresentados 5 trabalhos dessa série. Dois deles são inéditos, foram produzidos especialmente para esta mostra: Moedor (2021) e Ruína 22 (2022). Um terceiro destaque deste conjunto é Ruína Brasilis (2021), doado pela artista para a coleção da Pinacoteca de São Paulo.

Importante destacar que muitas das obras desta mostra tiveram pouca ou quase nenhuma visibilidade no Brasil, ganhando rumos internacionais quase que imediatamente após a sua realização. É o caso de Azulejos (1988), primeiro trabalho em que Varejão usa como referência um painel de azulejaria portuguesa, encontrado no claustro do Convento de São Francisco, em Salvador.

A tela, que pertence a uma coleção europeia, antecede os seus famosos “azulejos” que acabaram se tornando um fio condutor para tantas outras peças, aparecendo como suporte, geometria ou objeto pictórico. Dada a importância desta matéria em sua trajetória, uma das salas da exposição está   dedicada as pinturas influenciadas pela azulejaria portuguesa.

“O que para mim é latente nesta mostra é a maneira como Adriana Varejão trabalha com a pintura pois, desde o início, ela segue uma direção que vai além da bidimensionalidade da tela, usa elementos que rompem a matéria; são frestas, cortes, vazamentos que descortinam uma situação e dão um novo significado, como por exemplo as ’vísceras’ e ’carnes’ que se derramam em muitos dos seus trabalhos”, afirma Jochen Volz.

Dentre as obras que se destacam nessa expansão física para o espaço, estão aquelas da série  3 grandes Línguas, produzidas em 1998, e que são exibidas lado a lado pela primeira vez: Língua com padrão em X, Língua com padrão de flor e Língua com padrão sinuoso.

Na exposição, as  Línguas são apresentadas ao lado das pinturas Comida (1992), Azulejaria de cozinha com caças variadas (1995) e Azulejaria de cozinha com peixes (1995), entre outras.

Em um dos períodos de destaque da mostra, entre 1992 e 1997, Varejão se dedicou ao que podemos chamar de uma série de ficções históricas, emprestando novos significados visuais a mapas, paisagens e interiores do passado colonial. Pode-se considerar que essas obras constituem a fase mais figurativa da trajetória da artista. Uma sala da exposição está dedicada a este conjunto de obras, entre elas se destaca a pintura Autorretratos coloniais (1993) e, nela, a artista se apropria das tipologias de representação das “pinturas de castas” da América Espanhola para falar de assuntos  relacionados à violência  da classificação racial.

A Pinacoteca de São Paulo e a exposição Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas têm patrocínio da siderúrgica Ternium, maior produtora de aço da América Latina e acionista da Usiminas  na cota Apresenta; B3 e Itaú na Cota Platinum; Mattos Filho e Verde Asset Management na Cota Ouro; Grupo Carrefour Brasil e Ageo na Cota Prata; e Magazine Luiza e Iguatemi na Cota Bronze.

 

SERVIÇO

Exposição: Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas.

Curadoria: Jochen Volz

Período de visitação: 26 de março a 1º de agosto de 2022

Local: Pinacoteca Luz, primeiro andar e Octógono

Endereço: Praça da Luz, 2, Luz, São Paulo – SP

Horários de funcionamento: das 10h às 17 horas, com permanência até às 18h, de quarta a domingo

Fotos

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Imagens: Levi Fanan

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