Brígida Baltar (1959–2022) foi uma importante artista visual carioca, expoente da geração dos anos 1990 formada pela EAV Parque Lage, onde depois foi professora, e integrante do Grupo Visorama. Sua poética investigou noções de abrigo, intimidade e fragilidade do corpo por meio de esculturas, instalações, fotografias e performances, notabilizando-se ao transformar a própria casa-ateliê em matéria-prima — caso de Abrigo (1996), foto-ação criada nas paredes de tijolos de sua casa. Entre 1994 e 2001, realizou a série Umidades/Coletas, ações performáticas em que tentava “capturar” elementos como orvalho e névoa em frascos de vidro. Participou da 25ª Bienal de São Paulo (2002). Sua obra integra acervos diversos, como o da Pinacoteca e o do MAC-USP.
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