O Octógono recebe a instalação inédita Bandeira Branca, de Luana Vitra, desenvolvido especialmente para o espaço central do edifico Pina Luz.
Luana Vitra tem o ferro, a fuligem, a cerâmica, o trabalho e o corpo como elementos constantes em sua produção. Em Bandeira Branca, a artista parte das terras-raras; conjunto de dezessete elementos químicos decisivos para as tecnologias que organizam o mundo contemporâneo, para refletir sobre as continuidades entre extrativismo, colonialismo e as formas de vida que emergem deles.
Nascida em um estado atravessado por séculos de economias mineradoras e extrativismo, Vitra se interessa pelas propriedades concretas dos minerais, sua capacidade de conduzir, pesar, proteger, contaminar ou resistir, e pelas histórias que essas matérias condensam. Para a artista, ferro, cobre e chumbo são, ao mesmo tempo, elementos físicos e signos de processos extrativos, industriais, coloniais e espirituais.
A exposição faz parte do programa anual de residência para mulheres artistas patrocinado pela CHANEL.
Luana Vitra (Contagem, MG, 1995) é uma das vozes mais singulares de sua geração na arte brasileira. Ela investiga a relação entre os reinos mineral, humano e espiritual, tratando os materiais não apenas como suporte estético, mas como corpos dotados de memória, carga histórica e capacidade de cura. Com participação na 35ª Bienal de São Paulo (2023) e mostras individuais no Instituto Inhotim e no Museu Paranaense (MUPA), foi vencedora do Prêmio PIPA (2023) e contemplada com o Prince Claus Seed Award (2022). Seus trabalhos integram acervos institucionais como o da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte da Pampulha e do Instituto Inhotim.
Desde 2025, Pinacoteca e CHANEL desenvolvem em parceria um programa anual de residência dedicado a capacitar e impulsionar a trajetória criativa de mulheres artistas. A cada ano, a residência seleciona uma artista mulher de destaque — trabalhando em qualquer disciplina ou linguagem —, oferecendo a ela mentoria dedicada por meio dos Art Partners da CHANEL e uma plataforma para aprofundar sua prática.
A residência conta com uma exposição individual dedicada na Pinacoteca, proporcionando visibilidade e suporte fundamentais para as vozes criativas femininas. O projeto estreou no ano passado com a artista Juliana dos Santos (1987, São Paulo), que expôs Temporã na Pina Contemporânea.
O CHANEL Culture Fund fomenta uma rede vibrante de criadores e inovadores para impulsionar as ideias que moldam a cultura no mundo todo. Seus principais programas incluem o CHANEL Art Partners, instituições cujos líderes recebem apoio para o desenvolvimento de iniciativas inovadoras e de longo prazo que trazem inovação ao cenário cultural. O CHANEL Next Prize celebra artistas e impulsiona seus futuros sucessos por meio de acesso a recursos e mentoria. Já o podcast CHANEL Connects amplifica as vozes de lideranças de pensamento de diversas disciplinas, gerações e geografias — abordando as questões definidoras de nosso tempo.
Do impulso à inovação artística com tecnologia no CalArts, no sul da Califórnia, à catalisação da liberdade criativa em grande escala no Hamburger Bahnhof, em Berlim; do apoio a artistas transformadores na Bienal de Veneza à celebração dos diretores mais talentosos no British Film Institute, o CHANEL Culture Fund estende um século de compromisso com as artes e defende a audácia criativa em prol de um futuro melhor.
A exposição possui os seguintes recursos acessíveis:
- Caderno com textos de parede em fonte ampliada;
- QR Code com versão em áudio em português e inglês dos textos de parede em português e inglês.
Caderno com texto ampliado
Acesse o PDF com texto curatorial de parede em fonte ampliada e em áudio.
Data: de 5 de setembro de 2026 até 31 de janeiro de 2027
Local: edifício Pina Luz (1º andar, Octógono)
Endereço: Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP.
Horário de funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h). Sábados e segundos domingos do mês gratuitos.

Fotos
Imagens: Rodrigo Reis/Pinacoteca de São Paulo