“Macunaíma é Duwid” é uma exposição coletiva que revisita criticamente a obra Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade, a partir de um conjunto artístico e documental do modernismo brasileiro, em diálogo com produções de artistas indígenas contemporâneos.
Com cerca de 100 itens, entre pinturas, gravuras, esculturas e documentos, a exposição conta com trabalhos de artistas e pensadores dos povos do norte do Brasil, integrantes das etnias Wapichana, Makuxi, Tauperan, Akawaio e Patamona. A obra de Mário de Andrade, que completa 100 anos em 2028, teria se inspirado em Duwid – força criadora do mundo nas tradições de diversos povos – para escrever Macunaíma, personagem que se consagrou como herói da literatura modernista.
ARTISTAS PARTICIPANTES
Arawak Wapichana, Bartô Makuxi, Gustavo Caboco, Isaías Miliano, Jama Wapichana, Kelliane Wapichana, Luciene Wapichana, Mário Flores Taurepan e Roseane Cadete Wapichana.
A primeira sala da mostra, “Mário de Andrade, o artista. Macunaíma, a ficção”, se dedica a pensar criticamente o modo como o modernismo brasileiro tomou posse de Macunaíma, e de como Mário de Andrade e suas construções de imaginários vem influenciando gerações desde o século 20. Ali estão obras de artistas célebres do modernismo brasileiro, como Carybé e Lasar Segall, documentações do cinema, trechos de versões de Macunaíma ao longo do tempo e desenhos realizados por Mário de Andrade.
A segunda sala da mostra, “Antibatismo de Duwid e pussanga da pedra”, trata das respostas às tentativas de catequização cultural decorrentes do processo colonial. Antibatismo, nesse contexto, significa dar um passo atrás – um passo de Duwid – para olhar para aquilo que foi renomeado/batizado. A sala parte da fricção entre imagens muito conhecidas da história da arte, como o Evangelho nas selvas (1893), de Benedito Calixto, em contato direto com trabalhos que colocam em cheque a ideia de batismo, como a obra “Antibatismo de Makunaimî e pussanga de pedra” (2019-22), de Gustavo Caboco, também curador da exposição.
Na terceira sala estão obras resultado do grupo de estudos Ajuri, formado no segundo semestre de 2024. O grupo reuniu pensadores, artistas, pesquisadores e ativistas indígenas de Roraima, com o objetivo de definir conceitualmente a exposição. Os trabalhos expostos trazem um reconhecimento de como esses grupos se enxergam dentro de suas próprias narrativas.
A exposição tem curadoria do artista e ativista indígena Gustavo Caboco com acompanhamento de Thierry Freitas.
Classificação Livre.
A exposição possui os seguintes recursos acessíveis:
- Caderno com textos de parede em fonte ampliada
- QR Code com versão em áudio em português e inglês dos textos de parede em português e inglês
Caderno com texto ampliado
Acesse aqui o PDF com textos curatoriais de parede em fonte ampliada e em áudio.
Visitas acessíveis
Para visitas educativas utilizando recursos multissensoriais, é possível agendar com a equipe educativa por meio da plataforma de agendamento, telefone 11 3324.0945 ou e-mail educaespecial@pinacoteca.org.br.
Acessibilidade no museu
A Pinacoteca reafirma seu compromisso com os Direitos Humanos e Culturais, a Diversidade e a Inclusão Social. Defendemos o respeito, a escuta e a valorização de todas as pessoas.
Saiba mais sobre acessibilidade na Pina na página.
Local: edifício Pina Estação (4º andar)
Data: de 28 de março até 13 de setembro de 2026
Endereço: Largo General Osório, 66, Santa Efigênia
Horário de funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h). Sábados e segundos domingos do mês gratuitos.

Fotos
Imagens: Levi Fanan