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Foto de Maira Moira. Uma mulher de cabelos cacheados, usando uma blusa regata preta, de gola alta.
Foto de Maira Moira. Uma mulher de cabelos cacheados, usando uma blusa regata preta, de gola alta.

Tipo: Atividades | Local: Edifício Pina Luz

Atividades: Acervo adentro: Direito à opacidade e visibilidade queer, com Amara Moira e Thierry Freitas

data Atividades 27 de junho de 2026

Percorrendo obras da exposição “Pinacoteca: Acervo”, o encontro articula debates sobre gênero, sexualidade, performatividade e memória, aproximando produções artísticas de diferentes períodos de discussões contemporâneas sobre existência e representação LGBTQIAP+.

A visita será realizada pelo curador do museu, Thierry Freitas, e a escritora, pesquisadora e ativista Amara Moira, cuja trajetória atravessa literatura, transfeminismo e pensamento crítico, ampliando as possibilidades de leitura do acervo a partir de perspectivas dissidentes e interseccionais. 

Em diálogo com o Mês da Visibilidade LGBTQIAP+, esta edição do programa Acervo Adentro propõe uma reflexão sobre os modos de presença, apagamento e representação de corpos, afetos e subjetividades dissidentes na história da arte brasileira. A partir da ideia do “direito à opacidade”, formulada pelo pensador Édouard Glissant, a visita busca discutir as tensões entre visibilidade, reconhecimento e preservação da complexidade das experiências queer, evitando leituras fixas ou normativas sobre identidade e diferença. 

Não precisa de inscrição.

Aos sábados a entrada do museu é gratuita.

Atividade recomendada para público a partir de 12 anos.

Data: 27 de junho, sábado
Horário: 11h

Amara Moira (Campinas/SP, 1985) é travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp (com tese sobre o “Ulysses”, de James Joyce) e autora dos livros “E se eu fosse puta” (n-1 edições, 2023), onde escreve sobre suas experiências como trabalhadora sexual, “Vidas Trans” (Astral Cultural, 2017, livro em coautoria com mais três pessoas trans), onde relata a pré-história da sua transição, e “Neca: romance em bajubá” (Companhia das Letras, 2024), obra finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Além disso, ela traduziu o livro de contos “Chuva dourada sobre mim” (Diadorim editora, 2024), da travesti argentina Naty Menstrual, e foi coordenadora do Museu da Diversidade Sexual em São Paulo, onde atualmente reside.

Local: edifício Pina Luz (Ponto de encontro: em frente ao Octógono, 1º andar)
Data: 27 de junho de 2026 (sábado)
Endereço: Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP.

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