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Tipo: Capacitação | Local: Edifício Pina Luz

Capacitação: Curso Histórias da Arte Brasileira a partir do acervo da Pinacoteca | Módulo II – Corpos modernos: figura humana e projeto nacional

O curso Histórias da Arte Brasileira a partir do acervo da Pinacoteca propõe uma leitura crítica e sensível das produções artísticas do Brasil a partir da exposição “Pinacoteca: Acervo”, tomando como eixo seus quatro núcleos curatoriais:

  • Territórios da Arte;
  • Corpo e Território;
  • Corpo individual/Corpo coletivo;
  • Instalações. 

Organizado em quatro módulos independentes e complementares, o curso articula aulas panorâmicas, leituras aprofundadas de obras e encontros de síntese e imaginação crítica, criando um espaço de reflexão sobre as múltiplas narrativas presentes no acervo da Pinacoteca.

Ao reunir artistas, pesquisadores e convidados externos em torno de obras específicas, o curso busca ampliar as possibilidades de leitura da história da arte brasileira, colocando em diálogo diferentes temporalidades, linguagens, experiências e perspectivas críticas. Mais do que apresentar um panorama histórico, os módulos compreendem o acervo como um campo vivo de disputas, memórias e interpretações, estimulando o público a construir novas relações entre arte, sociedade e pensamento contemporâneo.

PÚBLICO-ALVO: pessoas professoras, pesquisadoras, artistas e público geral interessado em arte
FORMATO: presencial

Mais informações pelo e-mail cursos@pinacoteca.org.br.

O módulo propõe revisitar o Modernismo brasileiro a partir da figura humana, entendida como um dos principais terrenos em que o projeto moderno se formulou e se tensionou. Ao longo das aulas, obras do acervo da Pinacoteca servem de ponto de partida para discutir como artistas do período recorreram às linguagens das vanguardas internacionais para construir imagens do país, e como o corpo foi estilizado, idealizado, racializado, erotizado e colocado em cena nesse processo.

Ao articular questões como a busca por uma identidade nacional, as representações do trabalho, da paisagem e do imaginário regional, bem como os limites entre experimentação formal e projeto político, o módulo propõe compreender o Modernismo no Brasil como um campo de disputas, no qual diferentes ideias de corpo, território e nação foram produzidas e continuam a atravessar as narrativas sobre a arte brasileira.

Sábados:

  • 7 de novembro: das 11h às 13h
  • 14, 21, e 28 de novembro: das 11h às 13h | 14h às 16h 

5x de R$ 140,00*

*Parcelamento disponível para inteira de R$ 700,00 com taxa de juros de 2,45%, incidindo a partir da 2ª parcela. 

  • R$ 350 meia (professores, estudantes e pessoas acima de 60 anos)
  • R$ 455 (Amigos e Patronos da Pina)

Por meio do site parceiro INTI [link disponível aqui em breve] de 9 de outubro até 5 de novembro.


7 de novembro

Aula inaugural | Acervo: Figurar o Corpo e Fernand Léger no Brasil | 11h às 13h 

Figura Sentada, de Vicente do Rego Monteiro |  14h às 16h

A partir de Figura Sentada, de Vicente do Rego Monteiro, a aula aborda as relações entre modernismo, representação do corpo e construção de imaginários sobre a cultura brasileira. A obra permite observar como o artista articula referências das vanguardas modernas a elementos associados às culturas indígenas e ao imaginário amazônico, produzindo uma figura que se distancia dos modelos naturalistas de representação. Assim,  a leitura investiga como procedimentos de simplificação, geometrização e síntese formal participaram da construção de novas imagens do corpo e de que maneira essas imagens se relacionaram às ideias de identidade nacional mobilizadas pelo Modernismo

21 de novembro

Bananal, de Lasar Segall | 11h às 13h

A partir de Bananal, de Lasar Segall, a aula propõe uma reflexão sobre a representação do trabalho e do sujeito negro no contexto da arte moderna brasileira. A obra permite observar como a linguagem expressionista é mobilizada na construção de uma cena vinculada ao trabalho e à paisagem brasileira, colocando em relação figura humana, território e questões raciais. A leitura investiga as escolhas formais do artista e, simultaneamente, os imaginários sociais que atravessam a representação do trabalhador negro, discutindo as tensões entre modernização da linguagem artística, construção de uma imagem nacional e permanência de estruturas históricas de racialização.

Mamoeiro ou Dançarino, de Cícero Dias | 14h às 16h 

A partir de Mamoeiro ou Dançarino, de Cícero Dias, a aula investiga as relações entre figura humana, paisagem e imaginário regional na produção modernista. A obra permite observar como o artista articula corpo, natureza e elementos associados ao Nordeste em uma linguagem marcada pela experimentação e pelo diálogo com as vanguardas modernas. A leitura propõe discutir como a construção de uma visualidade brasileira passa também pela elaboração de determinados imaginários sobre o território e suas populações, colocando em relação experiência regional, invenção formal e projeto de representação da identidade nacional.

28 de novembro

Ascensão Definitiva de Cristo, de Flávio de Carvalho | 11h às 13h

A partir de Ascensão Definitiva de Cristo, de Flávio de Carvalho, a aula aborda a figura humana como campo de experimentação e transgressão dos modelos tradicionais de representação. A obra permite discutir a relação entre corpo, religiosidade e modernidade, observando como o artista desloca convenções iconográficas e procedimentos de representação para construir uma imagem marcada pela tensão entre tradição e experimentação. O encontro propõe pensar como o corpo moderno também se constitui pela ruptura com códigos estabelecidos e como essas operações formais se relacionam às transformações culturais e aos projetos de modernização que atravessavam a sociedade brasileira. 

Acervo imaginário | 14h às 16h

Retomando as questões e discussões propostas ao longo do módulo, a aula propõe um exercício de imaginação a partir das obras e dos artistas mobilizados nos encontros anteriores. O encontro desloca o olhar para outras possibilidades de organizar, aproximar e interpretar as imagens do corpo presentes no acervo, colocando em questão as narrativas construídas em torno do Modernismo brasileiro e seus projetos de representação da nação. A partir de aproximações entre obras, artistas e repertórios diversos, a aula investiga como diferentes escolhas curatoriais poderiam produzir outras leituras sobre modernidade, identidade, território e corpo, abrindo espaço para imaginar outros modos de contar a história da arte brasileira. 


Vagas afirmativas:

  • 10 vagas para alunos ali:leste
  • 40 vagas para professores de escolas públicas e educadores sociais
  • 30 vagas afirmativas (pessoas pretas, pardas, amarelas, indígenas, ciganas, trans e com deficiência)

Seleção por ordem de inscrição através do formulário Microsoft online disponível aqui em breve.

 Mais informações pelo e-mail cursos@pinacoteca.org.br.

O curso será presencial no edifício Pina Luz e fornecerá declaração de frequência. 

A inscrição é pessoal e intransferível. Em caso de inscrição-presente, no momento da matrícula o pagante deve incluir os dados do  convidado  e informar a organização do curso sobre tal inscrição-presente, de modo a evitar possíveis equívocos de cadastro ou de compartilhamento dos conteúdos de estudo. 
 
A utilização de meia-entrada é concedida a: estudantes, professores, pessoas com 60 anos ou mais e funcionários de instituições culturais (limite de até 5 funcionários de uma mesma instituição). 
 
Materiais complementares como, bibliografia do curso, PDFs, links de vídeos indicados pelo professor, serão compartilhados através de uma pasta virtual, gerenciada pelo professor e a coordenação do curso. O material ficará acessível por tempo limitado. 

Cancelamento:

Pedidos de cancelamento ou transferência serão aceitos até a véspera de abertura do curso. 
Pedidos de cancelamento ou transferência, enviados após início do curso, não serão considerados, visto a necessidade de organização das atividades. 
  
 Mais informações pelo e-mail cursos@pinacoteca.org.br.

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